Com as Novas Tecnologias da Informação abrem-se novas possibilidades à educação,
exigindo uma nova postura do educador. Com a utilização de redes telemáticas na educação,
pode-se obter informações nas fontes, como centros de pesquisa, Universidades, Bibliotecas, permitindo
trabalhos em parceria com diferentes escolas; conexão com alunos e professores a qualquer hora e local,
favorecendo o desenvolvimento de trabalhos com troca de informações entre escolas, estados e países,
através de cartas, contos, permitindo que o professor trabalhe melhor o desenvolvimento do conhecimento.
O acesso às redes de computadores interconectadas à distância permitem que a
aprendizagem ocorra freqüentemente no espaço virtual, que precisa ser inserido às práticas
pedagógicas. A escola é um espaço privilegiado de interação social, mas este deve interligar-se e
integrar-se aos demais espaços de conhecimento hoje existentes e incorporar os recursos
tecnológicos e a comunicação via redes, permitindo fazer as pontes entre conhecimentos se
tornando um novo elemento de cooperação e transformação. A forma de produzir, armazenar e
disseminar a informação está mudando; o enorme volume de fontes de pesquisas são abertos aos
alunos pela Internet, bibliotecas digitais em substituição às publicações impressas e os cursos à
distância, por videoconferências ou pela Internet.
A formação de professores para essa nova realidade tem sido crítica e não tem sido
privilegiada de maneira efetiva pelas políticas públicas em educação nem pelas Universidades. As
soluções propostas inserem-se, principalmente, em programas de formação de nível de pósgraduação
ou, como programas de qualificação de recursos humanos. O perfil do profissional de
ensino é orientado para uma determinada “especialização”, mesmo por que, o tempo necessário
para essa apropriação não o permite. Como resultado, evidencia-se a fragilidade das ações e da
formação, refletidas também através dos interesses econômicos e políticos. (Costa e Xexéo,1997).
O objetivo de introduzir novas tecnologias na escola é para fazer coisas novas e
pedagogicamente importantes que não se pode realizar de outras maneiras. O aprendiz, utilizando
metodologias adequadas, poderá utilizar estas tecnologias na integração de matérias estanques. A
escola passa a ser um lugar mais interessante que prepararia o aluno para o seu futuro. A
aprendizagem centra-se nas diferenças individuais e na capacitação do aluno para torná-lo um
usuário independente da informação, capaz de usar vários tipos de fontes de informação e meios
de comunicação eletrônica.
Às escolas cabe a introdução das novas tecnologias de comunicação e conduzir o processo
de mudança da atuação do professor, que é o principal ator destas mudanças, capacitar o aluno a
buscar corretamente a informação em fontes de diversos tipos. É necessário também,
conscientizar toda a sociedade escolar, especialmente os alunos, da importância da tecnologia
para o desenvolvimento social e cultural.
O salto de qualidade utilizando novas tecnologias poderá se dar na forma de trabalhar o
currículo e através da ação do professor, além de incentivar a utilização de novas tecnologias de
ensino, estimulando pesquisas interdisciplinares adaptadas à realidade brasileira. As mais
avançadas tecnologias poderão ser empregadas para criar, experimentar e avaliar produtos
educacionais, cujo alvo é avançar um novo paradigma na Educação, adequado à sociedade de
informação para redimensionar os valores humanos, aprofundar as habilidades de pensamento e
tornar o trabalho entre mestre e alunos mais participativo e motivante.
A integração do trabalho com as novas tecnologias no currículo, como ferramentas, exige
uma reflexão sistemática acerca de seus objetivos, de suas técnicas, dos conteúdos escolhidos, das
grandes habilidades e seus pré-requisitos, enfim, ao próprio significado da Educação.Existem dificuldades, através dos meios convencionais, para se preparar professores para
usar adequadamente as novas tecnologias. É preciso formá-los do mesmo modo que se espera que
eles atuem.
As tentativas para incluir o estudo das novas tecnologias nos currículos dos cursos de
formação de professores esbarram nas dificuldades com o investimento exigido para a aquisição
de equipamentos, e na falta de professores capazes de superar preconceitos e práticas que rejeitam
a tecnologia mantendo uma formação em que predomina a reprodução de modelos substituíveis
por outros mais adequados à problemática educacional.
Os professores são profissionais que tem uma função re(criadora) sistemática, sendo esta a
única forma de proceder quando se tem alunos e contextos de ensino com características tão
diversificadas, como sucede em todos os níveis de ensino. A função do professor é a criação e
recriação sistemática, que tem em conta o contexto em que se desenvolve a sua atividade e a
população-alvo desta atividade.
É preciso estimular a pesquisa e colocar-se a caminho com o aluno e estar aberto à riqueza
da exploração, da descoberta de que o professor, também pode aprender com o aluno. na
formação do professor, este, durante e ao final do processo, precisa incorporar na sua
metodologia, moral, física, estética.
A formação de professores sinaliza para uma organização curricular inovadora que, ao
ultrapassar a forma tradicional de organização curricular, estabelece novas relações entre a teoria
e a prática. Oferece condições para a emergência do trabalho coletivo e interdisciplinar e
possibilite a aquisição de uma competência técnica e política que permita ao educador se situar
criticamente no novo espaço tecnológico.
Ao professor cabe o papel de estar engajado no processo, consciente não só das reais
capacidades da tecnologia, do seu potencial e de suas limitações para que possa selecionar qual é
a melhor utilização a ser explorada num determinado conteúdo, contribuindo para a melhoria do
processo ensino-aprendizagem, por meio de uma renovação da prática pedagógica do professor e
da transformação do aluno em sujeito ativo na construção do seu conhecimento, levando-os,
através da apropriação desta nova linguagem a inserirem-se na contemporaneidade.
O processo de preparação dos professores, atualmente, consiste em cursos ou treinamentos
com pequena duração, para exploração de determinados programas, cabendo ao professor o
desenvolvimento de atividades com essa nova ferramenta junto aos alunos, sem que tenha
oportunidade de analisar as dificuldades e potencialidades de seu uso na prática pedagógica.
Estas mudanças exigem uma profunda alteração curricular, em que os conteúdos
acumulados pela humanidade serão os objetos do conhecimento, mas os novos problemas e os
projetos para suas soluções comporão os procedimentos e atividades que serão avaliados pelas
escolas para constatar sua eficácia. Para inovações novos instrumentos e utensílios serão
necessários, entre eles as estradas da comunicação como a Internet e a capacitação docente para o
domínio das novas tecnologias.

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