EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA A BUSCA POR UM FUTURO MELHOR
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Educa Tube: Cinco anos mudaram tudo: o impacto das TIC no mund...
Educa Tube: Cinco anos mudaram tudo: o impacto das TIC no mund...: O vídeo acima, Cinco anos mudaram tudo , encontrei visitando o portal e-Professor e a guia Web TV e é um ótimo material para refletir
terça-feira, 27 de outubro de 2015
A ESCOLA INTERLIGADA NAS DIFERENTES FORMAS DE TECNOLOGIA
A digitalização permite registrar, editar, combinar, manipular toda e qualquer
informação, por qualquer meio, em qualquer lugar, a qualquer tempo. A digitalização traz a
multiplicação de possibilidades de escolha, de interação. A mobilidade e a virtualização nos
libertam dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados.
As tecnologias que num primeiro momento são utilizadas de forma separada –
computador, celular, Internet, mp3, câmera digital – e caminham na direção da convergência,
da integração, dos equipamentos multifuncionais que agregam valor.
O computador continua, mas ligado à internet, à câmera digital, ao celular, ao mp3,
principalmente aparelhos móveis. O telefone celular é a tecnologia que atualmente mais
agrega valor: é wireless (sem fio) e rapidamente incorporou o acesso à Internet, à foto digital,
aos programas de comunicação (voz, TV), ao entretenimento (jogos, música-mp3) e outros
serviços.
Estas tecnologias começam a afetar profundamente a educação. Esta sempre esteve e
continua presa a lugares e tempos determinados: escola, salas de aula, calendário escolar,
grade curricular.
Há vinte anos, para aprender oficialmente, tínhamos que ir a uma escola. E hoje?
Continuamos, na maioria das situações, indo ao mesmo lugar, obrigatoriamente, para
aprender. Há mudanças, mas são pequenas, ínfimas, diante do peso da organização escolar
como local e tempo fixos, programados, oficiais de aprendizagem.
As tecnologias chegaram na escola, mas estas sempre privilegiaram mais o controle a
modernização da infraestrutura e a gestão do que a mudança. Os programas de gestão
administrativa estão mais desenvolvidos do que os voltados à aprendizagem. Há avanços na
virtualização da aprendizagem, mas só conseguem arranhar superficialmente a estrutura
pesada em que estão estruturados os vários níveis de ensino.
Apesar da resistência institucional, as pressões pelas mudanças são cada vez mais
fortes. As empresas estão muito ativas na educação on-line e buscam nas universidades mais
agilidade, flexibilização e rapidez na oferta de educação continuada. Os avanços na educação
a distância com a LDB e a Internet estão sendo notáveis. A LDB legalizou a educação a
distância e a Internet lhe tirou o ar de isolamento, de atraso, de ensino de segunda classe. A
interconectividade que a Internet e as redes desenvolveram nestes últimos anos está
começando a revolucionar a forma de ensinar e aprender.
As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas
na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraízam o conceito de ensino aprendizagem
localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao
mesmo tempo, on e off line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência
(escola) que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo
para poder aprender.
As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância.
Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muito autodisciplina. Agora com as
redes a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de
comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem
pessoal com a grupal.
A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram
típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos
individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS
Com as Novas Tecnologias da Informação abrem-se novas possibilidades à educação,
exigindo uma nova postura do educador. Com a utilização de redes telemáticas na educação,
pode-se obter informações nas fontes, como centros de pesquisa, Universidades, Bibliotecas, permitindo
trabalhos em parceria com diferentes escolas; conexão com alunos e professores a qualquer hora e local,
favorecendo o desenvolvimento de trabalhos com troca de informações entre escolas, estados e países,
através de cartas, contos, permitindo que o professor trabalhe melhor o desenvolvimento do conhecimento.
O acesso às redes de computadores interconectadas à distância permitem que a
aprendizagem ocorra freqüentemente no espaço virtual, que precisa ser inserido às práticas
pedagógicas. A escola é um espaço privilegiado de interação social, mas este deve interligar-se e
integrar-se aos demais espaços de conhecimento hoje existentes e incorporar os recursos
tecnológicos e a comunicação via redes, permitindo fazer as pontes entre conhecimentos se
tornando um novo elemento de cooperação e transformação. A forma de produzir, armazenar e
disseminar a informação está mudando; o enorme volume de fontes de pesquisas são abertos aos
alunos pela Internet, bibliotecas digitais em substituição às publicações impressas e os cursos à
distância, por videoconferências ou pela Internet.
A formação de professores para essa nova realidade tem sido crítica e não tem sido
privilegiada de maneira efetiva pelas políticas públicas em educação nem pelas Universidades. As
soluções propostas inserem-se, principalmente, em programas de formação de nível de pósgraduação
ou, como programas de qualificação de recursos humanos. O perfil do profissional de
ensino é orientado para uma determinada “especialização”, mesmo por que, o tempo necessário
para essa apropriação não o permite. Como resultado, evidencia-se a fragilidade das ações e da
formação, refletidas também através dos interesses econômicos e políticos. (Costa e Xexéo,1997).
O objetivo de introduzir novas tecnologias na escola é para fazer coisas novas e
pedagogicamente importantes que não se pode realizar de outras maneiras. O aprendiz, utilizando
metodologias adequadas, poderá utilizar estas tecnologias na integração de matérias estanques. A
escola passa a ser um lugar mais interessante que prepararia o aluno para o seu futuro. A
aprendizagem centra-se nas diferenças individuais e na capacitação do aluno para torná-lo um
usuário independente da informação, capaz de usar vários tipos de fontes de informação e meios
de comunicação eletrônica.
Às escolas cabe a introdução das novas tecnologias de comunicação e conduzir o processo
de mudança da atuação do professor, que é o principal ator destas mudanças, capacitar o aluno a
buscar corretamente a informação em fontes de diversos tipos. É necessário também,
conscientizar toda a sociedade escolar, especialmente os alunos, da importância da tecnologia
para o desenvolvimento social e cultural.
O salto de qualidade utilizando novas tecnologias poderá se dar na forma de trabalhar o
currículo e através da ação do professor, além de incentivar a utilização de novas tecnologias de
ensino, estimulando pesquisas interdisciplinares adaptadas à realidade brasileira. As mais
avançadas tecnologias poderão ser empregadas para criar, experimentar e avaliar produtos
educacionais, cujo alvo é avançar um novo paradigma na Educação, adequado à sociedade de
informação para redimensionar os valores humanos, aprofundar as habilidades de pensamento e
tornar o trabalho entre mestre e alunos mais participativo e motivante.
A integração do trabalho com as novas tecnologias no currículo, como ferramentas, exige
uma reflexão sistemática acerca de seus objetivos, de suas técnicas, dos conteúdos escolhidos, das
grandes habilidades e seus pré-requisitos, enfim, ao próprio significado da Educação.Existem dificuldades, através dos meios convencionais, para se preparar professores para
usar adequadamente as novas tecnologias. É preciso formá-los do mesmo modo que se espera que
eles atuem.
As tentativas para incluir o estudo das novas tecnologias nos currículos dos cursos de
formação de professores esbarram nas dificuldades com o investimento exigido para a aquisição
de equipamentos, e na falta de professores capazes de superar preconceitos e práticas que rejeitam
a tecnologia mantendo uma formação em que predomina a reprodução de modelos substituíveis
por outros mais adequados à problemática educacional.
Os professores são profissionais que tem uma função re(criadora) sistemática, sendo esta a
única forma de proceder quando se tem alunos e contextos de ensino com características tão
diversificadas, como sucede em todos os níveis de ensino. A função do professor é a criação e
recriação sistemática, que tem em conta o contexto em que se desenvolve a sua atividade e a
população-alvo desta atividade.
É preciso estimular a pesquisa e colocar-se a caminho com o aluno e estar aberto à riqueza
da exploração, da descoberta de que o professor, também pode aprender com o aluno. na
formação do professor, este, durante e ao final do processo, precisa incorporar na sua
metodologia, moral, física, estética.
A formação de professores sinaliza para uma organização curricular inovadora que, ao
ultrapassar a forma tradicional de organização curricular, estabelece novas relações entre a teoria
e a prática. Oferece condições para a emergência do trabalho coletivo e interdisciplinar e
possibilite a aquisição de uma competência técnica e política que permita ao educador se situar
criticamente no novo espaço tecnológico.
Ao professor cabe o papel de estar engajado no processo, consciente não só das reais
capacidades da tecnologia, do seu potencial e de suas limitações para que possa selecionar qual é
a melhor utilização a ser explorada num determinado conteúdo, contribuindo para a melhoria do
processo ensino-aprendizagem, por meio de uma renovação da prática pedagógica do professor e
da transformação do aluno em sujeito ativo na construção do seu conhecimento, levando-os,
através da apropriação desta nova linguagem a inserirem-se na contemporaneidade.
O processo de preparação dos professores, atualmente, consiste em cursos ou treinamentos
com pequena duração, para exploração de determinados programas, cabendo ao professor o
desenvolvimento de atividades com essa nova ferramenta junto aos alunos, sem que tenha
oportunidade de analisar as dificuldades e potencialidades de seu uso na prática pedagógica.
Estas mudanças exigem uma profunda alteração curricular, em que os conteúdos
acumulados pela humanidade serão os objetos do conhecimento, mas os novos problemas e os
projetos para suas soluções comporão os procedimentos e atividades que serão avaliados pelas
escolas para constatar sua eficácia. Para inovações novos instrumentos e utensílios serão
necessários, entre eles as estradas da comunicação como a Internet e a capacitação docente para o
domínio das novas tecnologias.
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